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JULIFEST 2018: Maior festa junina do interior mineiro ainda mais acolhedora e surpreendente

Os quatro dias de festa superaram as expectativas do público e fizeram do evento, mais uma vez, um sucesso.

A 27ª edição da Julifest acabou há poucos dias e já deixou saudade. De 12 a 15 de julho, o público vivenciou o melhor da tradição mineira: atrações culturais de peso e uma culinária inesquecível, feita com muito carinho pelas mãos de quem sabe que a Julifest é muito mais que lazer. A maior festa junina do interior de Minas Gerais comprova, ano após ano, que é possível aliar expressão cultural, valorização local, tradição e inovação. Tudo isso de forma democrática, hospitaleira e muito charmosa.

Para o prefeito de Itabirito, Alex Salvador, a Julifest é sinônimo de festa boa. “Todas as Julifests sempre foram boas. É claro que tem algumas mais especiais, como é o caso deste ano. Mas é uma característica da festa ser bem organizada e ter uma cultura espetacular. Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Itabirito (CDL), a festa é a terceira maior renda da cidade, atrás apenas de Natal e Dia das Mães. Isso é um fator interessante para a economia local, já que aquece o comércio e gera lucro para os mais diversos segmentos, como é o caso da rede hoteleira, totalmente esgotada no período do evento. A gente fica muito satisfeito porque este investimento é revertido em mais cultura, lazer, valorização e, claro, lucro para a população”.

Atrações de tirar o fôlego

As atrações mexeram com o coração do público. E não foi para menos. Michel Teló (12), Sidney Magal (13), grupo Beco do Rato e Diogo Nogueira (na tarde do dia 14), Bell Marques (na noite de sábado) e Matheus e Kauan (15) arrastaram uma multidão para a Praça dos Inconfidentes.

Mas não somente o público estava ansioso pelo evento. O cantor Sidney Magal adiou as férias só para poder levar sua alegria à festa. “Minha viagem começaria na sexta-feira, dia do show, mas eu disse: ‘não, não posso, eu tenho que ir a Itabirito fazer essa festa e levar essa recordação comigo’. Portanto, muito obrigado a todos vocês. Foi demais. Valeu muito a pena. Agora as minhas férias serão melhores, graças a vocês”.

Algumas atrações especiais trouxeram um tom diferenciado para esta edição, como a presença das quadrilhas juninas locais e visitantes, a Guarda de Moçambique do Divino Espírito Santo e um tributo de violas em homenagem a Tião Carreiro e Pardinho. Artistas locais como Pirulito da Vila, Cachaça com Arnica, Remix 80, Deivison e Marcelo, além dos blocos Urucum, Ivete não veio e Mina Bloco deram um show à parte. A Casa do Turista, o Espaço da Biblioteca e a Jardineira do Forró completaram a programação, que ofertou a todos atividades variadas durante toda a festa.

Sabor da tradição e ritmo da inovação

Ao mesmo tempo em que reforçou a tradição de sabores como o pastel de angu, do ponto de vista artístico, a 27ª edição da Julifest foi palco de inovações. Um dos destaques foi o DJ Marcelo Rosado. “São 27 anos de festival, uma história enorme na cidade. Além de ser o primeiro DJ, também será a primeira vez da música eletrônica, o que torna o desafio ainda maior, mas é uma satisfação enorme”, exaltou.

Quem também conquistou o público foi a seresta julina ‘Mai Mio de Baum’. “Essa oportunidade na Julifest, para nós, é muito importante. Ver o público reconhecendo o trabalho é gratificante”, exaltou o maestro e preparador vocal Flávio Bastos. Ainda na sexta-feira, subiu ao palco o Grupo Folclórico Aruanda. “A proposta do Aruanda, desde sua criação, em 1960, é pesquisar, preservar e divulgar o folclore brasileiro por meio da música e da dança”, destacou o diretor-artístico Wagner Cosse.

No sábado, foi a vez do arrasta-pé Mambembe Bem Bolado e a Big Quadrilha de Bonecos Itabiritenses Gigantes. Encantada. Na manhã de domingo, o Mina Bloco apresentou Encantos de Sereia. À tarde, voltou à programação ao lado da Big Quadrilha e do cortejo cultural Moçambique do Divino Espírito Santo do Reino de São Benedito. “A experiência de tocar na Julifest foi muito positiva. A estrutura é maravilhosa e a equipe super atenta. Será um prazer voltar no ano que vem”, afirmou o capitão regente da Guarda Moçambique.

Detalhes que cativam

O resgate das tradições da cultura popular brasileira, a diversidade dos ritmos, cores e formas foram a grande aposta desta edição. Feita por artesãos itabiritenses, a decoração foi inspirada nas danças folclóricas, que enfeitaram a grande praça do evento com estandartes religiosos, personagens da cultura popular e muitas bandeirinhas. Além disso, neste ano, a tradicional igrejinha que sempre compõe o cenário foi uma réplica da Igreja da Usina.

Lucro para as associações comunitárias

Além de proporcionar entretenimento de qualidade de forma gratuita para moradores e turistas, a Julifest também representa a maior fonte de renda para as associações comunitárias da cidade. Neste ano, 22 associações prepararam os famosos quitutes da festa, revertendo os lucros para melhorias nos bairros.

As associações mais bem votadas recebem um prêmio de incentivo, além dos valores arrecadados com as vendas. A ganhadora é escolhida por um corpo de jurados que avalia a beleza e a decoração das barracas, traje dos atendentes, qualidade dos alimentos, higiene, entre outros.

Em 2018, a grande campeã foi a Associação Comunitária Antônio da Cruz, do bairro Portões, que recebeu um prêmio de R$ 8 mil. “Ano passado ficamos em terceiro lugar e batalhamos muito conseguir essa primeira colocação. Com esta verba, pretendemos organizar mais a associação, reformar o espaço e expandir as ações, desenvolvendo projetos para crianças, jovens e adultos”, afirmou a presidente Rosélia Ferreira.

O segundo lugar ficou com a associação do bairro Pedra Azul, que faturou R$ 5 mil, e o terceiro com a associação do bairro Praia, que ganhou R$4 mil. As associações dos bairros Cabral, Córrego do Bação e Grota da Mina e do bairro Meu Sítio completaram o pódio com o quarto e quinto lugar, respectivamente, recebendo os valores de R$3,5mil e R$3 mil.

Tranquilidade e segurança na maior festa junina de Minas

O público pôde curtir tranquilamente os quatro dias de festa. Segurança foi uma das prioridades do evento, que contou com 40 policiais militares, 22 guardas civis municipais, 68 bombeiros, entre municipal e civil, além de 120 seguranças particulares, o que proporcionou ainda mais conforto e tranquilidade para a festa. Os agentes atuaram tanto na Praça dos Inconfidentes quanto nas ruas do entorno.

No decorrer do evento, nenhuma ocorrência de grandes proporções foi registrada pelas autoridades de segurança da cidade.

Durante todo o evento, também foi realizada a revista do público para inibir crimes e deixar os itabiritenses e turistas seguros de que poderiam curtir a festa sem nenhum problema. De forma geral, a Julifest 2018 ocorreu com muita tranquilidade.

Satisfação estampada no rosto

A Julifest é uma manifestação sociocultural que tem lugar especial no coração dos itabiritenses e dos milhares de turistas que, ano após ano, se encantam com o que a cidade tem de melhor. E, por este motivo, a festa caiu nas graças do público. “Foi minha primeira vez na Julifest. Gostei muito, é uma festa muito divertida, com pessoas acolhedoras. O passeio na Jardineira foi muito legal e pude conhecer mais sobre a história de Itabirito”, declarou Thaires Costa, de Belo Horizonte.

Fatores importantes, como a segurança, são pontos importantes na avaliação dos turistas. “Gostei muito da festa. É muito segura e podemos curtir sem medo. Foi a primeira vez que vim e achei muito positiva”, revelou Robson Rodrigues, de Belo Horizonte. Por esse e outros motivos é que quem conhece a Julifest quer voltar sempre. “É uma festa muito bacana, com um clima muito legal. Pretendo voltar no próximo ano”, Pedro Soares, também da capital mineira.

Fonte: Semco PMI

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