Opinião

Eduardo Barbosa fala sobre a polêmica legalização do aborto pelo mundo

Em entrevista ao Sou Notícia, o “Defensor da Doutrina Social da Igreja (Católica)” discute sobre diversos aspectos envolvendo o assunto.

Eduardo Marques de Araújo Barbosa, 39 anos, é morador de Itabirito, Engenheiro de Produção e de Segurança do Trabalho e se descreve como “Defensor da Doutrina Social da Igreja (Católica)”. A fim de disseminar suas ideias e manter um espaço de livre discussão na cidade, ele fundou o grupo “ITABIRITO MG (com liberdade de expressão)” no Facebook e já reuniu cerca de 2200 pessoas que conversam diariamente sobre tudo o que acontece no município e no mundo.

Assim, Eduardo Barbosa tornou-se uma figura conhecida em Itabirito, principalmente por suas opiniões fortes e bem argumentadas. Em função disso, ele já foi colunista de diversos veículos de comunicação na cidade e, hoje, abre o jogo sobre um assunto polêmico: o aborto. Confira essa entrevista exclusiva!

Qual sua opinião sobre a legalização do aborto?

Os defensores da legalização ou liberação do aborto preferem usar o termo descriminalização. Juridicamente estes termos são um pouco diferentes, mas, na prática, é a mesma coisa: autorização judicial para matar criancinhas que ainda não nasceram, ou seja, seres humanos em estágios primários de desenvolvimento. Não posso ser a favor de assassinato, independente em qual estágio da vida a pessoa está, se são bebezinhos em formação, se são criancinhas na primeira infância, se são jovens, adultos ou velhos.

Conte como suas experiências de vida te levaram à essa opinião:

A minha opinião está fundamentada em estudos sobre o assunto e, principalmente, na moral cristã. As ativistas feministas, principais propagadoras desta barbárie, costumam bradar: ‘Sem útero, sem opinião!’.  Eu discordo completamente. Na verdade, o correto é: ‘Sem estudo sobre o assunto, sem opinião!’. Um tema complexo como esse não pode ser tratado de maneira despretensiosa ou irresponsavelmente em reuniõeszinhas de “empoderadas” que confundem o corpo da mulher com o corpo da criança e depois saem por aí fazendo muito barulho para pressionar ou justificar alguns legisladores comprometidos com ideologias e agendas da esquerda global – ou outros que pensam mais nos votos das próximas eleições do que nas consequências de uma legislação que libera a prática do aborto.

Qual sua opinião sobre os grupos que defendem a legalização do aborto pelo mundo?

Alguns estudos apontam que a maior parte das pessoas que defendem esses absurdos não fazem a menor ideia da origem destas pautas. Simplesmente repetem o que as lideranças mandam ou as convencem de que o tema é uma causa justa e se alinham em uma massa organizada. Porém, a história mostra que os membros que ousam discordar, são expurgados, enquadrados ou justiçados por estes grupos. O mais provável é que somente a alta liderança destes grupos tem consciência de que o tema aborto faz parte da agenda global de antinatalidade, chamada por alguns estudiosos de “cultura da morte”.

Em seu memorável livro “IPPF – A Multinacional da Morte”, o advogado argentino Jorge Scala atenta para o interesse por trás da “agenda antinatalista” de controle populacional promovendo a seguinte reflexão: “… o chamado mundo desenvolvido está empenhado em que os países do Terceiro Mundo cheguem a ter diminuições de fecundidade similares às suas próprias. O argumento é manter o atual equilíbrio demográfico, que lhes permita uma dominação econômica com sua correlativa dominação política; e a ameaça mais grave a tal ‘status quo’ é que o Terceiro Mundo continue aumentando sua população como até agora. Para atingir o objetivo de reduzir as populações, o imperialismo contraceptivo não poupa nenhum dos meios a seu alcance: pressões de governo a governo; cláusulas nos empréstimos de organismos multilaterais de crédito; campanhas nos meios de comunicação social; ‘lobbies’ com grupos internacionais de parlamentares; utilização de todas as repartições, agências e programas das Nações Unidas; planos de saúde primária ou materno-infantil; publicações com ar de científicas; subvenções a laboratórios e fábricas de contraceptivos; conivência de ginecologistas, psicólogos e ‘sexólogos’ etc. …”.

Em Itabirito, muitas pessoas que se dizem defensoras dos Direitos Humanos, levantam a bandeira da descriminalização do aborto.

Como acredita que deva ser a lei brasileira sobre o aborto?

Acredito que a lei mais adequada sobre este tema no mundo é a lei polonesa, pois está embasada em estudos sobre as consequências do aborto no corpo e na mente da mulher, bem como no direito do nascituro. É uma lei bastante técnica e que simplesmente desconsidera questões ideológicas ou a agenda global antinatalidade. Os críticos negativos da legislação polonesa, acusam o governo daquele país de não ceder na liberação do aborto apenas por questões religiosas. Isto não é verdade!

E como o Brasil chegaria a esse resultado?

O Brasil só chegará a um resultado parecido com a Polônia, por meio de uma intervenção popular, que passa pelo voto em políticos conservadores, tais como Jair Messias Bolsonaro. Na atual conjuntura política, o país está em um estágio muito avançado de desorganização institucional. Os três poderes, que deveriam ser independentes, não respeitam os seus limites constitucionais. O caso mais grave é o claro ativismo judicial praticado pelo Supremo Tribunal Federal, no qual os togados passam por cima das casas legislativas nacionais e fazem eles próprios as leis, como é o caso do voto do ministro Luis Roberto Barroso em ação impetrada pelo PSOL, que, na prática, descriminaliza o aborto no Brasil. Se a esquerda continuar no poder no Brasil, a situação tende a piorar, e muito!

Tags

Artigos relacionados

Um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close