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Crânio de Luzia, fóssil humano mais antigo das Américas, é encontrado nos escombros do Museu Nacional

Pelo menos 80% dos fragmentos foram identificados, segundo pesquisadores.

A equipe de pesquisa do Museu Nacional encontrou o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo das Américas. O anúncio foi feito no início da tarde desta sexta-feira por Cláudia Rodrigues, profissional da equipe de escavamento da instituição, que pegou fogo no último dia 2 de setembro. Segundo ela, porém, o fóssil sofreu alterações decorrentes do incêndio que devastou a maior parte do acervo de 20 milhões de itens do museu.

— Nós conseguimos recuperar o crânio de Luzia. É claro que, em virtude do acontecimento, sofreu algumas alterações, tem alguns danos. Mas nós estamos comemorando — disse Cláudia Rodrigues, professora que integra o Museu Nacional. — O crânio foi encontrado fragmentado, e a gente vai trabalhar na reconstituição. Pelo menos 80% dos fragmentos foram identificados — continuou ela.

Segundo Cláudia, o crânio foi encontrado há alguns dias e está em melhores condições do que se imaginava.

O crânio de Luzia, que estava no Museu Nacional: fragmentos encontrados serão submetidos a exame Foto: Marizilda Cruppe / Agência O Globo – 03/07/2003.

Buscas por Luzia

Desde o incêndio, funcionários do museu e a comunidade científica estão mobilizados em busca de Luzia, como foi batizado o crânio de uma mulher que viveu há mais de 11 mil anos. Já se sabe que toda a coleção egípcia, um dos símbolos da instituição, virou cinzas. As coleções de vertebrados, invertebrados e insetos foram preservadas. As informações são do O Globo.

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