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Família vive dilema após mulher sofrer acidente; Santa Casa diz que cirurgia sairá até a próxima sexta

Vera sofreu acidente no feriado de 12 de outubro e segue internada em Ouro Preto.

No feriado do último dia 12, Vera Celestina dos Santos (30), moradora do bairro Vila Gonçalo, em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais, sofreu um acidente de motocicleta perto do Posto Ale, no centro da cidade. Vera e sua irmã, Nadir Cristina Gomes, saíam da casa da mãe em uma Honda Biz quando o caso ocorreu, após o pneu da moto estourar numa curva. Nadir foi hospitalizada mas passa bem. Já Vera segue internada em estado grave.

Foram cinco dias de internação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itabirito, local onde Vera recebeu a informação de que havia apenas quebrado a clavícula. A paciente foi transferida para a Santa Casa da Misericórdia, em Ouro Preto, e lá novos exames foram realizados e outro diagnóstico foi dado: Vera na realidade sofreu sérios danos  no braço direito, tendo alguns ossos moídos, com risco de perder os movimentos do braço e até mesmo passar por uma amputação.

Agora, Vera está à espera de uma vaga para passar por uma cirurgia em um hospital de Belo Horizonte. Já são sete dias de internação em Ouro Preto e 12 dias desde o acidente, mas a vaga ainda não apareceu. Como o caso é grave, Vera e sua família estão agoniadas com a espera pela cirurgia e com as consequências que a demora pode causar para a saúde da paciente.

Braço direito de Vera está com hematomas (Reprodução).

Diante dos fatos, Roseli das Dores Gomes e Nadir, irmãs da vítima, procuraram a redação do Sou Notícia para relatar o caso e pedir ajuda. Segundo elas, Vera não está recebendo o devido atendimento que a situação requer. “Eles estão brincando com ela. Joga pra lá, joga pra cá. Fala que vão fazer a cirurgia mas nada é feito. Cada hora que eles entram no quarto é pra dar uma notícia ruim, dizendo que o caso é grave e que ela pode perder o braço”, disse Nadir.

“Ela está consciente e tomando remédio pra dor e pra dormir, mas ela está reclamando de muita dor ainda. Ela já não está mais mexendo as mãos e está tudo roxo. Corre o risco dela ficar sem o braço”, reforçou Roseli. “O atendimento está péssimo. A enfermeira vai lá ver, fala que vai voltar e não volta. Diz que ela não precisa de acompanhante sendo que precisa sim pois a enfermeira não vai ao quarto. Minha mãe é idosa e eles estão cortando a comida dela. Já corremos atrás da Rose da Saúde, do Léo do Social, e eles ligaram pra Santa Casa e foram informados de que a comida ia ser liberada”, relatou Nadir.

“Pelo amor de Deus, ajudem ela. Minha irmã é mãe de família, tem um bebê de apenas seis meses e ela ainda está amamentando. Queremos que esse problema seja resolvido com urgência pois do jeito que está não dá pra ficar. Todos que entram no quarto conseguem ver a situação grave que minha irmã está e ninguém está fazendo nada”, reclamou Nadir.

Por telefone, o secretário municipal de Saúde e vice-prefeito de Itabirito, Wolney de Oliveira, disse que a paciente passou por exames na UPA da cidade e que, ao constatar a fratura na clavícula, Vera foi encaminhada para Ouro Preto, onde existe tratamento adequado para o caso. Wolney afirmou que, a partir do momento da transferência da paciente para a cidade vizinha, a responsabilidade sobre a situação passa a ser da Santa Casa e que a equipe de Itabirito fez o que era possível para atendimento da vítima.

Em contato com o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ouro Preto, Marcelo Oliveira,  o Sou Notícia recebeu a informação de que o Sistema Único de Saúde (SUS) não cobre uma placa que Vera terá que usar no ombro, mas que o hospital está tentando obter o material para realizar a cirurgia da paciente. Marcelo disse que até a próxima sexta-feira (26), a cirurgia será feita na Santa Casa da Misericórdia. O provedor alegou que Vera está bem e se encontra sedada. Ele ainda disse que a família da paciente está se desesperando sem motivos, tendo em vista que os hematomas são normais para uma pessoa que passou por acidente e que a cirurgia será realizada em curto prazo de tempo, algo que talvez em Belo Horizonte, pela demanda, Vera teria que esperar mais.

Um comentário

  1. engraçado fala bem da saúde e aqui la que quebrou a clavícula agora quem e mais errado aqui ou la em ouro preto e outra será que fosse para fazer licitacoes irregular como os 200.000 que minguem fala mais eles ja tava dentro mais para ajudar as pessoa so mentira

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