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Mariana: Mais de 50 mil ações sobre rompimento de barragem são suspensas

Aconteceu na tarde desta última segunda-feira (22) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a sessão de julgamento do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) instaurado a pedido da Samarco.

A solicitação se deve às mais de 50 mil ações individuais de indenização por dano moral impetradas nas comarcas que tiveram suspenso o abastecimento de água devido ao rompimento da Barragem de Fundão em Mariana, em novembro de 2015.

Entre as populações atingidas pela falta de água estão as de Governador Valadares, Galiléia, Açucena, Resplendor, Aimorés, Conselheiro Pena, além de outras abastecidas pelo Rio Doce. A instauração do procedimento suspendeu por tempo indeterminado todas as ações.

A Samarco pede uma orientação comum de julgamento. A audiência envolveu a 2ª Câmara Cível do TJ-MG e outra sessão de julgamento foi marcada para 6 de maio. A mineradora quer saber quem pode pleitear a indenização, qual é o meio idôneo para a prova desse direito, se o receio acerca da qualidade da água leva o usuário a ser indenizado, que parâmetros devem ser considerados e qual o valor do dano moral.

Algumas propostas da Samarco já foram rejeitadas, como a de indenizar os atingidos com o valor médio de duas contas de água. O Ministério Público pede que sejam pelo menos R$ 10 mil por pessoa.

Para o promotor Leonardo Castro Maia, é preciso levar em conta que o acesso à água que é “um direito humano fundamental” e que o rompimento da barragem foi um grande desastre socioambiental.

“O valor da indenização fixado deve ter um elemento pedagógico, ou seja, ele deve mudar a forma de operar das empresas. Se ficar muito reduzido, elas incorporarão isso como um custo e não vão gerir adequadamente os riscos dessa atividade”, justifica o promotor.

Após as sustentações orais, cinco desembargadores pediram vista do processo para realizar nova análise do processo.

Critérios 

Procurada para comentar a situação, a Samarco informou que aguarda o prosseguimento do julgamento e que o objetivo “é buscar junto ao tribunal uma uniformização de critérios relativos às ações”. A companhia esclareceu ainda que a iniciativa visa também “agilizar a resolução das ações judiciais e compensar os cidadãos de forma rápida, justa e eficaz”.

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Um comentário

  1. ABSURDO QUE ESSAS MINERADORAS LIDERADAS PELA VALE S/A CONTINUEM A POLUIR E ACABAR COM OS MANANCIAIS DE ÁGUA. Cadê CODEMA, FEAM, COPAM e outros Órgãos de controle ambiental mantidos COM OS IMPOSTOS QUE PAGAMOS e que tem a obrigação legal de agir quando são demandados: IGAM, Comitê da Bacia do Rio das Velhas, Subcomitês das bacias dos Rios, IEF, IBAMA, ICMBio, MPMG, e outros? Será que nenhum destes Órgãos vai resolver as questões desta mineradora que matou centenas de pessoas e nascentes de água em Mariana, Itabirito, Moeda, Brumadinho e Barão de Cocais?
    ESSA MALDITA VALE S/A JÁ CONHECIA OS RISCOS DE TODAS AS BARRAGENS, INCLUINDO AS DUAS QUE JÁ ROMPERAM, HÁ MUITOS ANOS. EMPRESA MALDITA COMPRA OS AUDITORES E OS ÓRGÃOS DE CONTROLE COMO FEAM E DNPM. TEM QUE PARALISAR AS ATIVIDADES DESTA EMPRESA EM MG E PRENDER TODA A CÚPULA! SE ISTO FOSSE EM UM PAÍS DESENVOLVIDO ISTO JÁ TERIA SIDO FEITO!!!!

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