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Regulamentação da terapia, que usa cavalos, para deficientes deve ser aprovada na Câmara de Itabirito

Nesta segunda-feira (12), membros da Associação dos Deficientes de Itabirito (ADI) estiveram na reunião ordinária da Câmara de Itabirito com a finalidade de convencer os vereadores a votarem a favor do projeto de lei que regulamenta a equoterapia no município. O projeto está em tramitação na Casa Legislativa.

 

Equoterapia é um tipo de reabilitação para deficientes que utiliza cavalos. No caso, com a aprovação do projeto, a Prefeitura seria a responsável por garantir tal benefício. Atualmente, essa terapia (de eficiência comprovada) é disponibilizada pela ADI. Contudo, o que se quer é a ampliação do serviço para que o benefício possa atingir a todos que necessitam.

 

Vereadores (de situação e oposição), que fizeram o da palavra, mostraram-se a favor do projeto que é de autoria da ADI e que foi colocado em pauta na Câmara pelos vereadores Ricardo Oliveira, Léo do Social, Rose da Saúde e Dr. Edson.

 

Na equoterapia, “podem ser atendidas crianças com deficiência física ou intelectual, e todas são beneficiadas de alguma forma. Além do trabalho de força muscular, equilíbrio e coordenação, trabalhamos memória, fala e até a inciativa dessas crianças. Nós buscamos a independência da criança, para que ela saiba tomar uma decisão”, explica Fernanda Racolto Mendes, fisioterapeuta da Associação Equoterapia de Santos, no litoral sul de SP, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

 

“O movimento de andar do cavalo tem 95% de semelhança com o do humano. Quando uma criança que não anda está em cima do cavalo, o cérebro dela interpreta aquele movimento como uma caminhada. E essa criança passa a adquirir força muscular na perna, que ela não exercita porque não fica em pé”, destaca a fisioterapeuta.

 

“O movimento tridimensional – para frente, para trás e para os lados – é transferido do cavalo para a criança e algumas fazem referência à sensação de caminhar, de liberdade”, conclui Fernanda.

 

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