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Orlando Caldeira se posiciona sobre impugnação das contas por gastos em campanha

Prefeito eleito de Itabirito, Orlando Caldeira (PPS) se pronunciou neste sábado (24) nas redes sociais sobre o pedido de impugnação das contas feito pela chapa “Mudança que Segue”, que tinha o prefeito interino Arnaldo Pereira dos Santos (MDB), como candidato à Prefeitura de Itabirito, relacionado à campanha da chapa “Itabirito Merece Mais”, de Orlando Caldeira.

Em seu perfil no Facebook, acompanhado do vice-prefeito Dr. Élio da Mata, Orlando disse que deseja deixar clara a verdade para a população de Itabirito. “Estão imputando, depois das eleições, questões jurídicas em relação à nossa prestação de contas, algo que nós não fizemos. Nós fizemos uma campanha limpa e a nossa prestação de contas também tem muita transparência e lucidez com aquilo que nós fizemos. Foi uma das campanhas mais baratas no cenário aqui de Itabirito com relação a prefeito. Não fizemos nada de errado. Procuramos fazer tudo certo”, afirmou Orlando.

Dr. Élio também falou sobre o caso. “É a primeira vez que nós estamos nos dirigindo à vocês após a eleição. Estamos num misto de alegria e satisfação por termos sido eleitos; escolhidos por vocês para gerir a cidade, mas um pouquinho tristes, vamos dizer assim, em relação aos questionamentos que estão sendo feitos. Tristes porque isso protela; isso atrasa um pouco a nossa entrada na prefeitura para podermos assumir esses trabalhos e começar a gerir a cidade. Sabemos que são questionamentos muito simples e que não têm muito fundamento. Não vão ser esses os motivos que vão impedir nossa entrada na prefeitura. Mas isso cria um certo descontrole em função desse atraso. Nós poderíamos estar iniciando os trabalhos e, em função disso, temos que aguardar mais um pouco. É o lado bom da democracia. Todos têm direito de observar as contas públicas; as contas dos candidatos. Isso está previsto em lei e faz parte do regime democrático mas tem esse pequeno detalhe desse atraso que isso gera”, acrescentou o vice-prefeito eleito.

Orlando reforçou seu compromisso com a verdade. “Então, meus amigos e minhas amigas, nós queremos deixar claro para vocês: nós não fizemos absolutamente nada de errado. Nossa prestação de contas foi honesta. Simples, mas objetiva e dentro da verdade. Aquilo que nós gastamos foi dinheiro; recursos nossos. O que estão querendo imputar pra nós não condiz com a verdade. Eu tenho certeza que, na análise da Justiça, isso ficará provado. Este governo será o governo da verdade. Nós queremos que Itabirito seja passado a limpo e que nós possamos mostrar aos itabiritenses o porquê de nós optarmos pela candidatura e porque nós queremos fazer por Itabirito: acabar com as perseguições, acabar com isso aí, protelando, inventando mentiras quanto a uma prestação de contas que nós não fizemos. Gostaria de deixar essa palavra para todo povo itabiritense. Pode confiar porque nós estamos com a verdade. Nós não fizemos nada de errado. Itabirito merece muito mais”, finalizou.

O prazo para diplomação do prefeito e vice-prefeito se encerrou nesta sexta-feira (23), sem que Orlando e Dr. Élio pudessem assumir os cargos para os quais foram eleitos.

Entenda o caso

A coligação Mudança que Segue, composta pelos partidos MDB e PSD entrou com pedido de impugnação a prestação de contas relacionadas a coligação Itabirito Merece Mais. O argumento é que a documentação apresentada por Orlando e Élio indica aparente irregularidade, em relação a uma possível omissão de despesas realizadas pelos candidatos. Além disso, a chapa de Arnaldo alega que valores de doações recebidas foram estimados em valores inferiores aos praticados, o que fere o disposto na legislação vigente eleitoral.

Outro ponto citado no documento entregue à 133ª Zona Eleitoral de Itabirito é que houve distribuição de kit’s Boticário para colaboradores do então candidato Orlando Caldeira. Para fundamentar a afirmação, foi anexado print de uma publicação do administrador do grupo Itabirito/MG no Facebook, Fagner Oliveira, que também era militante da chapa de oposição. No post, Fagner ressalta que Orlando e Élio deram mimos para pessoas que trabalharam na campanha. O problema é que os gastos com as doações dos kit’s não foram contabilizados como gastos da campanha, o que infringe a lei eleitoral.

O documento ainda cita uma não contabilização de doação ou pagamento pelo uso de imagens para vídeo de campanha. No vídeo mencionado, algumas imagens aéreas feitas por drone foram usadas pela campanha dos candidatos eleitos. Porém, as imagens foram feitas por Gustavo de Oliveira Varela Rodrigues. A coligação Mudança que Segue alegou que não conseguiu visualizar o pagamento pelo uso da imagem após checar os documentos acostados aos autos de prestação de contas.

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