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APAC de Itabirito registra segunda fuga de preso em 4 meses

Nesta terça-feira (02), um preso fugiu das instalações da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) de Itabirito, localizada no bairro Marzagão. Na APAC, os presidiários são chamados de recuperandos, sendo eles corresponsáveis por sua recuperação.

Ainda não é de conhecimento público se o preso já foi resgatado e como ele conseguiu fugir do local. O que se sabe é que trata-se de um meliante conhecido na área criminal da cidade.

Essa é a segunda fuga ocorrida na APAC em pouco mais de 4 meses. O Sou Notícia teve acesso ao Boletim de Ocorrência (BO) do primeiro preso foragido, caso ocorrido em 13 de junho, quando Clinton da Silva Hudson, um recuperando da APAC, rendeu dois colegas de cela usando duas facas. Os dois detentos rendidos eram responsáveis pela segurança dos portões do sistema e foram obrigados a dar passagem para a fuga de Clinton, que chegou ao pátio da associação, conseguindo pular o muro e fugir do local.

Esse primeiro fugitivo cometeu o assalto de um veículo ontem (01), sob posse de uma arma de fogo calibre 9 milímetros. A Polícia Militar (PM) foi acionada e conseguiu capturar o detento, que foi preso na cidade de Rio Acima. Já o veículo foi recuperado.

A Apac de Itabirito, que está em funcionamento desde novembro de 2020, vem enfrentando uma série de problemas nos últimos tempos. Recentemente, em setembro, o Sou Notícia divulgou com exclusividade um suposto caso de agressão cometida por uma diretora da APAC a um presidiário. À época, a informação era de que um recuperando da associação denunciou a diretora por tortura física e verbal.

As agressões teriam acontecido diante de funcionários e outros presos. Segundo a denúncia, a diretora se incomodou com o detento, alegando que ele estaria a prejudicando em seu trabalho. Funcionários da organização e demais presidiários ofereceram ajuda ao recuperando e se dispuseram a testemunhar confirmando o ocorrido.

Na ocasião, a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) pediu afastamento da diretora acusada de agressão. Porém, ainda hoje, nada foi apurado sobre o caso. A equipe do Sou Notícia entrou em contato com a diretora quando o assunto veio à público, mas não obteve retorno.

As três ocasiões problemáticas citadas acima revelam que a APAC enfrenta dificuldades para o desenvolvimento de suas funções, sendo que a associação tem como objetivo promover a humanização das prisões, sem perder de vista a finalidade punitiva da pena. Seu propósito é evitar a reincidência no crime e oferecer alternativas para o condenado se recuperar.

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