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Ansiedade financeira: morador de Itabirito relata problemas de saúde provocados por endividamento

Apesar de estar em processo de desacelerando, a inflação continua alta no Brasil, como revela o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com o levantamento, a inflação subiu 1,06% em abril após aumentar 1,62% em março, cravando o maior resultado para o mês de abril desde 1996, quando a inflação chegou a 1,26%.

Além disso, de acordo com uma pesquisa encomendada pela GQ Brasil, aproximadamente 70% dos homens brasileiros estão endividados. Essa é a realidade de um morador do bairro Capanema, que prefere não se identificar.

De acordo com o homem, suas dividas começaram a acumular poucos meses após o início da pandemia de covid-19, quando perdeu o emprego. “Eu tive que receber ajuda financeira da minha filha e até de vizinhos para ter como sobreviver. Perdi meu emprego em julho de 2020 e isso afetou meu psicológico, porque eu estava na empresa há quase 20 anos. Fiquei sem perspectiva; abalado emocionalmente e acabei desenvolvendo um quadro de ansiedade”, explica o endividado, que faz acompanhamento psicológico há quase dois anos.

O quadro emocional desenvolvido pelo homem é chamado por especialistas como ansiedade financeira, quando há uma sensação de preocupação, medo e desconforto relacionadas ao dinheiro. A alta expressiva da inflação nos últimos anos gerou endividamento entre as famílias, o que não afeta apenas os bolsos, mas também a saúde mental das pessoas que precisam trabalhar para conseguir recursos para bancar as despesas básicas.

“Tive medo, porque não sou mais jovem e é difícil uma pessoa na minha idade conseguir se recolocar no mercado de trabalho. Graças a Deus, em março de 2021 consegui um novo emprego. É uma função fora da minha área, mas o importante é eu conseguir pagar minhas contas e estar com a saúde mental em dia. Ainda tenho dividas para pagar, mas aos poucos estou conseguindo quitar”,  revela o homem.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui o maior número de pessoas ansiosas do mundo. São 18,6 milhões de brasileiros que sofrem com algum tipo de transtorno de ansiedade. “Eu cheguei num ponto que nem conseguia sair de casa. Estava muito triste e com vergonha da minha situação“, afirma o endividado.

Os impactos emocionais e físicos causados pelo endividamento são diversos. De acordo com especialistas, preocupação, medo, insegurança e incerteza sobre dinheiro para compras básicas afetam diretamente o estado mental dos indivíduos. Estresse, irritabilidade, mau humor e tristeza são alguns dos efeitos mais comuns que pessoas endividadas podem sentir.

É preciso estar atento aos sinais. Quando a pessoa que está endividada começa a se isolar, ter crises frequentes de ansiedade ou tristeza profunda, o indicado é buscar ajuda profissional.

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