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Vereador Anderson Martins denuncia ato de servidor concursado da UPA que o hostilizou

Após ir na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itabirito, para fiscalizar reclamações de superlotação de pacientes no local, o vereador Anderson Martins (MDB) denunciou, na última reunião da Câmara Municipal, realizada na noite dessa segunda-feira (24), o ato de um servidor concursado que o hostilizou, ao ser abordado pelo edil, que estava nos usos de suas atribuições.

“De forma ética e profissional, eu gostaria de pontuar algo sobre os servidores que prestam serviço para o sistema de saúde, porque muitos deles passam em concursos , que vêm de Belo Horizonte, tem servidores de vários lugares para prestar esse serviço na UPA. Eu saí daqui e fui até a UPA. Eu estava sem máscara, porque ela está liberada em alguns pontos. Quando eu cheguei no setor de emergência da UPA, eu fiz um pedido para um rapaz que estava sentado na cadeira, mexendo no celular. Eu falei com ele: ‘é possível o senhor me arrumar uma máscara para eu entrar?’ E ele falou falou: ‘Aqui onde você está, não pode entrar’. Eu falei: ‘Não, eu só estou pedindo uma máscara. Vou sair e vou entrar na portaria’. Ele falou comigo assim: ‘Oh, seu animal. Da licença que aqui não é lugar de sentar.’ Eu me senti constrangido, porque eu estava no papel de um legislador; fui atender a demanda da população”, iniciou o vereador Anderson Martins.

O vereador afirmou que foi aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o servidor da UPA. “Estamos em um período de mudança de tempo e o sistema está sobrecarregado. Sabemos que os funcionários estão se desdobrando pra atender a população. Inclusive, fazemos até uma campanha para que as pessoas possam ter o costume de procurar as UBSs. Mas os serviços das UBSs têm que ser melhorados também, porque as pessoas perderam parte da confiança de procurar uma UBS. Porque na UBS tudo é muito burocrático. O médico está acostumado a atender, mas pra atender, marca pra daqui 15 dias. Eu fiquei muito constrangido quando eu cheguei na UPA, por essa recepção de um funcionário concursado que,  segundo informações, não é nem de Itabirito. Foi aberto um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra esse funcionário, porque foi lavrado em um livro que fica lá na UPA”, declarou.

Anderson ressaltou que exige respeito, para si e para os demais vereadores, eleitos, dentre outras atribuições, para fiscalizar o Executivo Municipal. “Então, se eu que sou um vereador eleito, fui tratado assim, imagina um cara que chega na UPA, com uma dor na barriga, com uma febre alta, precisando de atendimento, e encontra com um cidadão desse no corredor? Eu peço aqui que esses funcionários tenham amor e competência. Se não está bem psicologicamente, não vai trabalhar; procura um psicólogo. Mas esse tipo de tratamento, eu quero até repudiar aqui, porque a Cleusa está sabendo disso; ela é uma excelente profissional, as medidas foram tomadas na hora e que possamos ter empatia, até com os profissionais que são órgãos fiscalizadores do município. Aonde eu chegar, eu queria um respeito e também estendo esse convite a todos os vereadores – que aonde eles chegarem, sejam respeitados”, disse.

O vereador Arnaldo Pereira dos Santos (MDB), presidente da Câmara, comentou sobre a fala do vereador Anderson. “A gente lamenta aqui sobre o relato do pastor Anderson, de que foi tratado dessa forma lá na UPA e a leitura do pastor é correta. Se está fazendo isso com alguém que tem um cargo, imagina o que não vai fazer com um cidadão que chega lá na sua humildade e que, as vezes, nem é conhecido?”, indagou o presidente da Câmara.

Quem também saiu em defesa do vereador Anderson Martins, foi o vereador Danilo Grilo (Cidadania). “Eu estou assustado. Te chamar de animal? O que é isso? Meu Deus do céu!”, afirmou o vereador.

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