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Prefeitura de Ouro Preto inicia recuperação de objetos históricos do Casarão Baeta Neves

Neste mês de maio, a Prefeitura de Ouro Preto deu início ao processo de recuperação de alguns objetos históricos, como esquadrias, cantarias, sacadas e ferragens, do Casarão Baeta Neves, na Praça da Estação. O imóvel foi atingido por um deslizamento de terra do Morro da Forca em janeiro deste ano, devido ao excesso das chuvas nesse período.

Esse trabalho, iniciado no dia 16 de maio, é importante não só pelo resgate e registro desses elementos, mas também para valorizar a história do Casarão Baeta Neves. A ideia é que, ao final do processo, todos esses objetos sejam apresentados em uma exposição aberta ao público, como memória do entorno da Praça da Estação. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos em até 90 dias.

A empresa responsável pelo trabalho foi contratada pela Prefeitura de Ouro Preto através de recursos de emenda parlamentar com valor de aproximadamente R$500 mil. O engenheiro e professor do IFMG, Ney Nolasco, que já coordenou uma série de intervenções de restauro na cidade, foi convidado pela Prefeitura para fazer uma avaliação da situação, o que constituiu um plano de trabalho, o qual está sendo executado.

A secretária Municipal de Cultura e Turismo, Margareth Monteiro, falou sobre a importância desse trabalho minucioso. “Esta é uma ação primeiramente social, porque nós estamos trazendo para a comunidade a importância do registro desses elementos. São vários profissionais envolvidos: historiadores, arquitetos, restauradores e agora estamos incluindo o trabalho de arqueologia. Os objetos que estão sob os escombros vêm sendo recolhidos, higienizados e serão depois acondicionados em local seguro até a finalização do trabalho”, afirmou a secretária.

A secretária também esclareceu sobre a destinação desses objetos. “A ideia é que os elementos possam fazer parte de uma bela exposição no futuro, mostrando os fragmentos dessa construção em um memorial. Após a finalização do trabalho, será definido, junto a uma comissão da Prefeitura, sobre a destinação dos materiais e uma data para essa exposição”. A secretária enfatizou que, devido a um vácuo criado no momento do desabamento, os profissionais estão recuperando 90% dos elementos históricos. “O Casarão é inventariado, ou seja, há fotografias e identificação das peças, então cada uma delas está sendo catalogada e registrada com a função de indicar de forma exata a qual área da casa pertencia”, concluiu Margareth.

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