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A vida é cheia de surpresas

Aos quase 90 anos de idade, o senhor João de Carvalho se destaca no cenário da literatura. O vereador Anderson Martins (MDB), leitor do Jornal O Liberal, se surpreendeu com a coluna de João de Carvalho no referido veículo de mídia impressa.

“Eu, administrador do Sou Notícia e leitor do Jornal O Liberal, que é um jornal sério, me deparei com essa coluna que eu achei superinteressante”, destacou o vereador.

Confira abaixo a coluna “A Cidade e Eu”, de João de Carvalho, com o título “A vida é cheia de surpresas”, divulgada no Jornal O Liberal.

NINGUÉM está livre de algum erro. O erro é tão natural que a gente diz ‘errar é humano’ e o letrado acrescenta ‘permanecer no erro é diabólico’. Todos nós, indistintamente, erramos. Uns erram mais e outros menos. Não há vitória sem possível erro. O erro faz parte do sucesso. Que bom seria sempre acertar da primeira vez. A vida é cheia de surpresas e nem sempre a gente está preparado para as surpresas da vida. Elas simplesmente acontecem. Há surpresas boas e más. Dificil é afastar sempre as más. Quando se pensa que tudo está bem, algo acontece e compromete a retidão dos fatos. É a hora da luta para inverter as situações. Que bom seria se todas as decisões conduzissem à reversão dos erros, grandes ou pequenos, solenes ou corriqueiros, possíveis ou quase impossíveis, previstos ou quase imprevistos, atuais ou quase atuais, profundos ou superficiais, não queridos, chocantes, vergonhosos.

QUE FEIO eu fiz. Comprei e não posso pagar, falei e não posso desmentir, briguei e não sei pedir desculpa, comprometi e não posso realizar, fiz e não posso sustentar, assumi e não posso cumprir, contratei e não posso efetivar, uni-me e não posso ficar, fico e não posso continuar, amarrei-me e não posso desatar-me, arrisquei-me e não posso sustentar, difamei e não posso retratar-me, feri e não posso curar, desafiei e não posso lutar, comprometi-me e não posso cumprir, fiz e não posso sustentar, encomendei e não posso confirmar, aceitei e não posso cumprir, quis renegar-me, mas perdi a força, tentei, mas fraquejei. Que fazer?

Que vergonha, meu Deus! É o reconhecimento de quem já se acha vencido. É possível, mas não é verdade. Onde há erro é possível correção. Difícil mesmo é encontrar o meio exato para a correção. No fundo, bem no fundo, está a vontade de superar, está a vontade de superar, está a esperança. E, isto é muito importante. É preciso virar a mesa do erro. Muitas vezes o erro é anúncio próximo de um grande acerto. Não se pode acomodar no erro. Ele é humano e como tal, passível de correção, de revisão, de reformulação, de negociação, de perdão, de solução enfim.

O que mais se precisa é cabeça fria, raciocínio, coragem, força de vontade, luta, trabalho, esperança, confiança e fé… É preciso querer verdadeiramente. O perdão e a tolerância, afirma o Papa Francisco, ‘são caminhos para a paz e a harmonia de cada um de nós e de todo mundo. Fazer muros não é a solução. Já vimos um cair no século passado. Não resolve nada. Devemos fazer pontes. Mas, elas se fazem com inteligência, com diálogo, com integração. A Europa, o mundo, as nações, as pessoas, os Chefes de Estado, os Governos precisam fazer uma política de acolhimento e integração, de crescimento, de trabalho, de reforma da economia’.

NÃO PODEMOS aceitar uma ‘cultura de descarte’, como tem feito Vladimir Putin, contra toda expectativa mundial, destruindo uma pequena nação e aniquilando seu Povo e seus Bens. A Ucrânia está arrasada pela insensatez de um carrasco, em nome de um poder absoluto, superarmado e covarde!”

João de Carvalho tem 89 anos, é morador de Itabirito, natural de São João del Rei, no Campo das Vertentes, e é formado em Direito e Letras.

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