Geral

Opinião: Assim não Vale!

Maristela Queiroz fala sobre o rompimento da barragem em Brumadinho.

Maristela Queiroz

Artigos relacionados

2 Comments

  1. CONCENTRAÇÃO DO MINÉRIO DE FERRO – FLOTAÇÃO:
    Separação por aeração chamada de FLOTAÇÃO: separação do concentrado dos minérios dos rejeitos pelo processo de “flutuação” da parcela mais leve por aeração da mistura do minério de ferro moído com os aditivos e água. São utilizados separadores onde se colocam uma polpa de finos do minério finamente moído. O nome do minério de ferro é o Itabirito, composto por camadas sucessivas de ferro e sílica contaminada com alumina e outros. O concentrado de ferro se deposita no fundo dos separadores e os aditivos utilizados fazem a parte menos densa “flutuar” por adesão às bolhas e são depositados nas barragens de rejeito junto com a sílica, a alumina, os contaminantes do minério moído e água que, continuam atuando por tempo indeterminado e mantendo os materiais depositados nas barragens numa condição de “polpa” indefinidamente, atrapalhando a sua sedimentação adequada no fundo das barragens. Esta sedimentação expurgaria a água e tornaria os maciços mais estáveis.
    Uma parcela é aproveitada na pelotização que é o concentrado de ferro, mas a parcela mais fina e mais contaminada com material terroso, aluminoso junto com o Oleato de Sódio (ou outro material OLEAGINOSO) com amido e os outros contaminantes é gerada em grandes volumes e não tem destinação que gere lucro para as empresas. Custaria caro para secar a temperaturas que eliminassem estes materiais contaminantes desta polpa. Nos Licenciamentos Ambientais das plantas deveriam constar Condicionantes que obrigassem as empresas, citando apenas um exemplo, a desaguar e secar à temperaturas altas o material antes de descartar, ou seja, o material poderia então ser compactado e revegetado, coberto com material orgânico ou colocado fora dos vales como destinação final. Isto reduziria imensamente os riscos! Mas “A USURA DESSA GENTE JÁ VIROU UM ALEIJÃO!” (Gil), Isto vale para a VALE S/A e para os Órgãos ambientais que são responsáveis pelos Licenciamentos e Controle Ambiental das mineradoras! País maldito! Empresários Corruptos! Órgãos de Controle comprados!!!

  2. O registro mais antigo deste tipo de acidente em Minas Gerais foi em Itabirito: SETE PESSOAS MORRERAM SOTERRADAS no rompimento da barragem de rejeitos da Mina de Fernandinho, do grupo Itaminas. Foi por muitos anos o maior número de mortes diretamente causadas por esse tipo de acidente. O ex-dono da Itaminas, empresa que foi vendida para a VALE S/A após o acidente é Bernardo Paz, hoje dono do Instituto Inhotim. E o pior é que hoje aparece na mídia como um grande ambientalista pelas “obras” de Inhotim. Mas ninguém sabe do passado desse bandido!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close